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08/10/2007
Consumo residencial de energia elétrica cresce 6%
 

O mercado de fornecimento de energia elétrica que compreende os consumidores livres e cativos atingiu até março o montante de 90.754 GWh no país, fechando o primeiro trimestre de 2007 com crescimento de 4,0% na comparação com os mesmos três meses do ano passado.

A classe residencial foi o grande destaque no período, puxando a alta nacional com uma expansão de 6,0% no período – no primeiro trimestre de 2006, as residências tiveram um crescimento de 4,4% no consumo de eletricidade ante a igual período em 2005. Os dados foram contabilizados pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE e constam do boletim mensal "Estatística e Análise do Mercado de Energia Elétrica", cujos principais resultados foram divulgados nesta terça-feira, 15 de maio.

O consumo de energia elétrica residencial foi o que mais cresceu neste primeiro trimestre no sistema elétrico brasileiro, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os aumentos foram, respectivamente, de 7,2% e 7,5% (veja tabela na página 4). O desempenho da classe vem sendo influenciado pelo crescimento da renda da classe trabalhadora, cujo rendimento médio real alcançou, segundo o IBGE, R$ 1.102,77 no primeiro trimestre de 2007, com elevação de 5,0% em relação ao mesmo trimestre de 2006. Contribuiu para isto os programas de transferência de renda do Governo Federal, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Além disso, o crescimento do consumo residencial no trimestre também foi reflexo do aumento no número de consumidores de 4,17% comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, com destaque para as regiões Norte (6,4%), seguido pelo Nordeste (5,7%), Sudeste/Centro-Oeste (3,87%) e Sul (2,71%).

A classe comercial apresentou significativa expansão de 5,4%, sendo que os maiores aumentos ocorreram nos mercados das regiões Sul (7,1%) e Norte (6,3%). A expansão no Sul reflete a manutenção da trajetória de recuperação da economia na região e a ocorrência de temperaturas mais elevadas, principalmente no mês de março. Já na região Norte, o crescimento tanto da classe comercial quanto da residencial pode ser atribuído às altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro e, como já citado, ao incremento da renda das famílias pelos programas de transferência do Governo Federal. Na região Nordeste, a classe comercial obteve um crescimento de 5,6%, refletindo a consolidação e ampliação de instalações ligadas à atividade turística, como hotéis e pousadas, além de unidades comerciais como supermercados, shoppings e lojas de departamentos.

Indústria

O consumo de energia elétrica da classe industrial manteve a trajetória dos últimos meses e registrou crescimento de 3,4% no primeiro trimestre, corroborado pela evolução dos índices de produção industrial no mesmo período – alta de 3,8%, acima dos 3,2% obtidos no último trimestre de 2006. Os bens de capital, que haviam crescido 7,8% no último trimestre de 2006, registraram um crescimento 14,8% no primeiro trimestre de 2007, revelando um quadro positivo para os próximos trimestres.

A região Centro-Oeste obteve o maior crescimento no consumo industrial (8,3%), alcançando 1.370 GWh. Um dos impactos sobre esta elevação veio da indústria goiana, puxada pelo bom resultado do setor de transformação, puxado por alimentos, bebidas e produtos químicos. Saliente-se que, em janeiro de 2006, há uma baixa base de comparação devido às férias coletivas de uma importante empresa do setor extrativista.

Na região Nordeste foi registrado um crescimento trimestral de 4,2%, referente à expansão da produção de alumínio, à entrada de novos consumidores na Bahia, ao retorno da indústria petroquímica pernambucana (que em 2006 utilizava gás natural) e à entrada em operação de uma nova linha de produção de cimento em Sergipe. No Norte, os dados apontam um aumento de 4,1% no consumo da indústria, em decorrência da ampliação de indústrias eletrointensivas de metalurgia básica ao longo de 2006 e da tomada de carga de uma indústria de pelotização, ambas no Pará.

Projeção 2007

No acumulado de doze meses, até março, o consumo fechou um crescimento de 3,5%, sendo que se espera que a tendência de recuperação aumente nos próximos meses, fazendo com que a previsão para o crescimento do mercado de energia elétrica em 2007 seja de 5,3%, caso a economia venha a crescer 4,0%. Para a classe comercial é previsto maior crescimento de 7,4%, seguida pela classe residencial com um aumento de 5,9% e da classe industrial com 4,1%.

Da Redação

www.portallumiere.com.br 21/05/2007

 















     
 
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