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29/10/2007
Incentivo econômico é essencial para programas de eficiência energética
 

O estímulo econômico é tão importante quanto a conscientização para a implementação de políticas públicas de eficiência energética, disse o físico e deputado federal alemão Johannes Gerlach em entrevista à Revista Sustentabilidade.

"As empresas vão começar a investir em eficiência energética à medida que o preço da energia elétrica aumente", disse ele, apontando que o encarecimento da energia também vai estimular indivíduos a buscar maior eficiência no uso da energia.

"O preço da eletricidade vai aumentar continuamente porque é um bem cada vez mais escasso," afirmou.

Gerlach, deputado do Partido Social democrata alemão, veio ao Brasil a convite do Instituto Ideal de Florianópolis, onde deu uma palestra sobre educação ambiental.

Segundo Gerlach, a tarefa dos políticos é garantir que a qualidade de vida não caia por causa do aumento no custo da energia. Por isso o governo deve incentivar a eficiência energética em todos os setores.

"A população só vai aderir a programas de eficiência energética se a qualidade de vida não for afetada," disse.

Na Alemanha, por exemplo, o congresso federal determinou que o país deve reduzir em 3% ao ano o consumo de energia nos próximos anos. Para isso o governo está adotando medidas para subsidiar maior eficiência energética nas casas e geração localizada de energia de fontes renováveis.

O congresso alemão está neste momento discutindo de onde tirar a verba de 2 a 3 bilhões de euros ao ano (R$ 5 a 8 bilhões) para subsidiar até 40% do custo de implantação de isolamento térmico nas casas e apartamentos na Alemanha, explicou o deputado.

Além disso o governo já aprovou um programa em que pagará uma tarifa fixa durante 20 anos para quem implementar sistemas de produção de energia renováveis alimentando a rede elétrica.

"Todos podem fazer isso, empresas ou indivíduos," disse. "Por exemplo, se uma casa tiver um sistema energia fotovoltaica ele recebera 0,50 Euros para cada kWh gerado durante 20 anos."

Um outro programa consiste em reduzir os custos de serviços de consultoria em eficiência energética oferecido por conselhos universitários.

Em todos estes programas o cidadão alemão deve estar pronto para investir em eficiência energética para depois obter o retorno do investimento, explicou Gerlach.

FALTA DE CONSCIÊNCIA

Na Alemanha já existe um apoio grande para programas de eficiência energética e de implementação de energias renováveis. Segundo o deputado, em torno de 75% da população apóia estes programas. Mas, além de necessitar incetivos financeiros para aderir aos programas, os alemães criticam muito a classe política que muitas vezes não dá o exemplo.

No Brasil, onde Gerlach viveu durante três anos no início da década, ele vê muito desperdício e exemplos errados mostrando que ainda  há uma falta de consciência sobre a importância da economia. O primeiro passo, sugere, é incluir o tema consciência ambiental e energética nos currículos escolares.

Mas ainda há um grande obstáculo a ser vencido para aumentar a consciência da população brasileira: o preço da energia. "No Brasil há muito desperdício porque a energia ainda é barata," explicou.

No estado de São Paulo, o maior mercado consumidor de energia do Brasil, paga-se 29 centavos de real para cada kWh. Na Alemanha este preço pode chegar a 49 centavos de real por kWh.

Fonte: Revista Sustentabilidade, por Alexandre Spatuzza 08/08/2007

 















     
 
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